Colcci
Neste inverno, a Colcci flertou com diferentes silhuetas, readaptando a mulher brasileira atual ao estilo ladylake e streetwear contemporâneo. Sua inspiração veio com o Expresso do Oriente, famoso trem inaugurado em 1883 e que ainda está em atividade. Looks com saia lápis e camisa se misturam com produções mais urbanas, de calça de couro e blusão de tricô artesanal por exemplo. Referências militares ainda permanecem em voga, junto com jaqueta aviador e saia longa, assim como o clássico denim da Colcci que surge com um patchwork de lavagens em conjuntinhos 50`s e vestidos 60`s.
Maria Bonita Extra
Para o inverno 2012, a Maria Bonita investiu em estampas de micropinguins e florais, além do tricô meio tweeds, trazendo uma doçura caracterítica da marca. Tudo supermini e muito vermelho!!! Além disso, a Maria Bonita sofiscticou unindo o lurex trançado nas tramas de tricô, bem visto nas peças de lamê perolado.
Depois de tentar encerrar a carreira e de tentar, lutando contra a depressão e seu passado (seu pai era um conde milionário, inimigo de Adolf Hitler que em 1944 tramou um plano de assassinato frustrado contra o líder nazista e como castigo, morreu enforcado). Seu auge enfim se deu mesmo em 1966 quando atuou em Blow Up de Michelangelo Antonioni, o filme mostrava um fotógrafo arrogante (inspirado em David Bailey) que se dedica a decifrar um mistério. Veruschka aparece (como ela mesma) em uma cena memorável: fazendo poses sensuais para o fotógrafo. A seqüência é ainda hoje considerada uma das mais eróticas do cinema. Além de Antonioni, Veruschka trabalhou com outros artistas como Salvador Dalí e Andy Warhol .
Veruschka em Blow Up de Antonioni, 1966.
A Top Inglesa Twiggy (rival de Veruschka como TOP n° 1 do mundo) apesar da sua forma esquálida era de mais imediata identificação com as jovens da época, simbolizando a garota urbana, a it-girl que todas queriam ser. Já a alemã era grandalhona e representava uma sofisticação inacessível, sendo assim seus editoriais tendiam muito mais para o conceitual do que para o comercial. Fotografada quase sempre por seu namorado na época Franco Rubartelli, algumas imagens de editoriais com Veruschka se tornaram verdadeiros ícones, como a que traz a ex-modelo usando um casaco estilo saharienne de Yves Saint Laurent na selva.
O novo IN na moda, é voltar ao passado e nada melhor do que mostrar um lado da Veruscka aqui que nem todo mundo conhece e que tem tudo haver com as tendências de comportamento tanto para o inverno de 2012 quanto para os próximos invernos ao longo da vida. Abaixo segue três melhores trechos da entrevista de Veruschka a ELLE BRASIL edição de maio 2012 assim como as fotos mais representativas de sua carreira de modelo.
“Meu trabalho de modelo era parte de meu trabalho artístico.
Sempre vi coisas pelos olhos de uma artista.”
“Tive a sorte de viver os anos 1960 quando as coisas aconteciam.
Havia um sentido geral de revolução.
Jamais poderia realizar hoje as coisas que fazia naquela época.”
“Sempre fiz meus looks, que no fim, acabaram virando moda.
Fui, por exemplo, uma das primeiras a usar minissaia – também porque tinha as pernas muito longas, então a saia ficava muito curta, sempre acima dos joelhos!”
“Não gosto muito da moda de hoje, de coisas como os saltos altos demais,
as modelos não conseguem mais andar direito com medo de cair!
A moda se move em círculos: sempre tem coisas dos anos 1960 e 70 inspirando as criações.
Os anos 60 foram realmente a última vez que se criaram coisas totalmente novas para vestir.”













